Greves distritais (jan/fev) e Manifestação nacional (11/fev)
Comunicado conjunto das organizações sindicais:
As organizações sindicais de professores e educadores - ASPL,
FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU -, tal como tinham
previsto, reuniram-se com o objetivo de definirem o prosseguimento da luta que
os professores têm vindo a desenvolver e decidiram:
1) Saudar
todos os docentes que desde o início do ano letivo vêm lutando pela profissão, contra as intenções do ME para rever o regime de concursos e
pela abertura de negociações para resolver os problemas de carreira,
precariedade, envelhecimento, condições e horários de trabalho, mobilidade por
doença, entre outros;
2) Destacar
a adesão dos docentes às ações convocadas pelas suas organizações sindicais, bem como às que, escola
a escola, de forma autónoma, têm vindo a ser concretizadas, pois todas
contribuem para enriquecer o património de luta dos professores e educadores;
3) Lamentar e repudiar todos os
ataques desferidos contra organizações sindicais e os seus dirigentes,
assentes em insinuações, mentiras, acusações falsas, considerando-as como
tentativas de enfraquecer o movimento sindical docente, um dos mais fortes e
com capacidade de luta e ganhos no nosso país;
4) Desfazer
dúvidas quanto às posições e propostas das organizações no processo negocial em
curso e, nesse sentido, as organizações sindicais consideram importante a divulgação das atas dessas
reuniões, bem como as gravações áudio que estão na posse
do ministério;
5) Reafirmar o dia 10
de janeiro (uma semana após o reinício da atividade letiva) como prazo para o
ME abandonar as suas intenções para o regime de concursos
e abrir processos negociais para resolver os problemas referidos no ponto 1;
6) Reiterar o período entre 3 e 13 de janeiro como destinando-se a
reuniões com os professores e à concretização de ações
específicas de cada organização, as quais contam com a solidariedade das
restantes;
7) Suspender
todas as ações específicas em 13 de janeiro para, a partir do dia 16,
segunda-feira, todas as organizações convergirem em torno
da greve por distritos que se prolongará até 8 de fevereiro, de acordo com a
sequência abaixo indicada;
8) Apelar a todas as organizações sindicais, para além destas oito,
que se unam a partir do dia 16 de janeiro nesta greve, bem como em outras ações
já anunciadas, como o Dia D para debate das propostas do ME e formas de luta
futuras, a concentração/manifestação junto ao ME no dia em que forem retomadas
as negociações para revisão do regime de concursos;
9) Antecipar
para 11 de fevereiro a Manifestação Nacional de Professores e Educadores, sendo, assim, o culminar da greve distrito a distrito, nela
sendo anunciadas as formas de luta seguintes, caso o ME não vá ao encontro das
exigências dos docentes;
10) Convocar todos os docentes e apelar às suas organizações
sindicais para que, participando, tornem esta Manifestação
Nacional numa das maiores de sempre.
SEQUÊNCIA DA GREVE DISTRITO A DISTRITO
JANEIRO
10 - Prazo para ME abandonar intenções
apresentadas para a revisão do regime de concursos e para calendarizar a
abertura de processos negociais sobre carreira (tempo de serviço, vagas, quotas
e ADD), precariedade, aposentação, condições e horários de trabalho e
mobilidade por doença
3 a 13 - Ações específicas das
organizações sindicais que pretendem acrescentar luta à luta até ao início da greve
por distritos (a anunciar por cada organização e com a solidariedade das
restantes)
JANEIRO
16 - Lisboa; 17 - Aveiro; 18 -
Beja; 19 - Braga; 20 - Bragança; 23 - Castelo Branco; 24 - Coimbra; 25 -
Évora; 26 - Faro; 27 - Guarda; 30 - Leiria; 31 - Portalegre
FEVEREIRO
1 - Santarém; 2 - Setúbal; 3 -
Viana do Castelo; 6 - Vila Real; 7 Viseu; 8 - Porto
FEVEREIRO
11 - Manifestação Nacional dos
Professores e Educadores
Lisboa,
16 de dezembro de 2022
As
organizações sindicais

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